Início COLUNISTAS EDILSON XAVIER Como foi a morte de Jesus, segundo à Ciência?

Como foi a morte de Jesus, segundo à Ciência?

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É muito comum os cristãos enxergarem a morte de Jesus Cristo com o olhar da fé, no entanto, ela pode ser explicada, também, com uma visão científica. O médico e cirurgião, cristão católico, Timothy Millea, examinou os passos de Jesus durante as últimas 18 horas, levando em conta a tensão e estresse vividos pelo Nazareno que sabia que iria morrer. Ele se baseou nos relatos dos Evangelhos, imagens do Santo Sudário e os confrontou com a Ciência e faz uma análise assustadora.

 

Segundo Catholic News Service, de acordo com o médico, o corpo humano contém cerca de 5 litros de sangue, se perder cerca de 40% deste volume, o coloca em risco de choque hipovolêmico, uma condição com risco de vida. Lembrando que Jesus foi preso ainda no início da noite e depois de ser espancado, flagelado e no dia seguinte crucificado, provavelmente jesus tenha perdido muito mais que essa quantia de volume de sangue, causado pelos ferimentos.

 

“Cristo se esvaziou. Como cirurgião, digo que uma palavra deixa nosso cabelo em pé: sangrar. Se você não consegue parar um sangramento, não conseguirá manter o paciente vivo”, disse o doutor Millea. Depois de vários estudos o cirurgião concluiu que o homem envolto do Sudário de Turim, pesava cerca de 79 quilos. A tradição cristã diz que Jesus foi açoitado 39 vezes, mas para o especialista, a imagem no Sudário exibe quase 400 feridas e todas sangravam no dia da morte e isso tem explicação.

 

Provavelmente os romanos usaram o flagrum, uma forma de chicote feita de cordões de couro de 2 metros de comprimento revestido de objetos de metal, vidro quebrado e bolas de chumbo para causar ferimento e dor. Cada ferida sangrava consideravelmente e tinha o potencial de deixar dezenas de feridas. “Foi um meio diabolicamente eficaz de atingir os tecidos até a profundidade muscular”, disse Dr. Millea.

 

Além dos golpes, havia uma coroa de espinhos colocada, propositalmente, na cabeça de Jesus para causar-lhe dor e sofrimento. Enquanto isso, o sangue jorrava sem chance de reposição, pois a última refeição que Jesus fez, foi na ceia com os discípulos, além disso, não dormiu e até água lhe foi negado.

 

Era costume o condenado carregar a sua própria cruz, ou melhor, parte dela, geralmente a trave. Segundo o historiador Hershel Shanks, em um artigo publicado na Biblical Archaeolog Review, a madeira era difícil de ser adquirida e que os romanos reutilizavam postes de madeira que já estavam fixos no lugar da execução. Isso quer dizer que os condenados eram obrigados a levar parte da sua própria cruz que era a trave.

 

Por outro lado, muitos cientistas e historiadores depois de analisar o Santo Sudário de Turim, que muitos acreditam ser a mortalha que cobriu Jesus no túmulo, o Sudário fornece evidências de que Jesus carregou a cruz inteira ao longo do trajeto. Devido ao seu estado de esgotamento e do peso do madeiro integral — pesava em torno de 100 quilos — necessitou da ajuda do cireneu para completar o trajeto.

 

Então, por que Jesus foi obrigado a carregar a cruz inteira? Para compreender isso é preciso levar em consideração às leis judaicas sobre a presença de objetos impuros. Como ficou constatado que a madeira era reutilizada, provavelmente estariam sujas de sangue de mortes anteriores e até fezes. Os judeus iriam comemorar a páscoa no sábado e nenhum deles podiam tocar no madeiro para não ficarem “impuro” para à Páscoa, portanto coube ao Mestre carregar nos seus próprios ombros o peso da cruz, por inteiro, assim como os pecados do mundo.

 

Ao crucifica-lo, os especialistas afirmam que Jesus foi pregado na cruz pelos pulsos, pois, conforme eles, somente assim o seu corpo aguentaria ficar pendurado dessa maneira. Ainda que alguns cientistas sugerem que a morte de Jesus tenha sido causada por asfixia, dificuldade de respirar devido à posição de crucificado, Dr. Millea afirma que a morte foi causada por hemorragia. Segundo ele, houve uma perda excessiva de sangue devido aos vários ferimentos causados pela tortura ao longo das últimas 18 horas de intenso sofrimento.

 

Depois de tanto sofrimento, segundo a Bíblia Sagrada, Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia vencendo a morte e oferecendo, através da ressurreição, a oportunidade daqueles que morrerem com Ele, ressuscitarem n’Ele. Apesar de tudo que aconteceu com Cristo, o mundo prega uma páscoa de mentiras onde tem ovos, gerados por coelhos. Pelo visto ainda temos que aprender muito com o grande Mestre, Jesus.

Feliz Páscoa a todos! Isto é, sem essa de ovo de coelho.

Fonte: https://pt.aleteia.org

Edilson Xavier é escritor, católico praticante, formado em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

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