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Por Mair Gomes: Comunicação/SER

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O Processo de interação e comunicação, se dá de maneira própria para cada indivíduo, a motivação é um dos fatores essenciais para que os seres humanos aperfeiçoem o processo. 

Comunicar-se demanda interesse. Estudos demonstram que pessoas autistas apresentam limitação ou ausência de linguagem verbal por terem uma relação e um entendimento diferente do que realmente interessa na interação e comunicação. Valorizar o que o sujeito deseja transmitir é demonstrar que aquela pessoa tem algo a dizer, que sua mensagem tem valor e que ele possui voz ativa no meio em que vive.

A comunicação das pessoas autista, mesmo quando apresentam a linguagem verbal, é bem dirigida e objetiva, o diálogo é conduzido para atender sua necessidade, o uso de poucas palavras, demonstram toda a objetividade do discurso.

Ao serem perguntados sobre algum assunto, a resposta é tão direta que chega ser tosca, em um discurso com “meias palavras” ou figuras de linguagem a pessoa com autismo pode encontrar limites para o entendimento, o que não significa limitação cognitiva, o que acontece é que para ele o discurso precisa ser direto.

As pessoas que convivem com uma pessoa com deficiência têm a tendência de manter uma relação infantilizada e/ou sentir-se no dever e no impulso de completar as frases da pessoa,de intervir no processo de de construção do raciocínio, considerando estar fazendo um favor para a pessoa.

No entanto, cada pessoa é única, e dentre as principais  características das pessoas temos a fala como uma das mais  marcantes, cada pessoa é única na sua forma de se expressar, nos movimentos com os braços, como realiza pausas na fala e como pronuncia as letras, sílabas e palavras. 

Então quando não consideramos o tempo de fala no discurso de uma pessoa, estamos tirando dela algo específico de sua personalidade. Considerando este fato, podemos entender como os estudos apontam para uma explicação com relação aos motivos para o desencadeamento de crises em autistas ser a ausência ou limitações na linguagem. 

Soma-se às características autísticas a falta de esforço e compreensão por parte da sociedade, nós temos muita pressa e não paramos para ouvir de verdade as pessoas. 

O que realmente a pessoa deseja é ser compreendida e que sua mensagem traga um retorno satisfatório. Por isso quando falamos em inclusão precisamos saber que nossa sociedade precisa caminhar muito.

Entendendo como funcionam os setores públicos e  privados, e a dinâmica no comércio em geral, considerando o perfil da maioria das pessoas que circulam em ambientes públicos.

A ausência formação para o atendimento ao público com a utilização de práticas humanizadas, para um atendimento de diferenciado e com os recursos necessários para lidar com situações adversas. Com a falta de sinalizações capazes de transmitir informações claras e objetivas, podemos afirmar que não existe uma sociedade preocupada com a inclusão.

Para entender e refletir as afirmações acima vamos fazer um exercício, faça um esforço e imagine a situação a seguir.

Digamos que você seja dono de um ponto comercial em uma cidade de pequeno porte, e que nesta cidade chegue uma família de uma cidade próxima, todos se conhecem, mas a muito tempo não mantém contato.

Durante algum tempo as pessoas da família vão até seu comércio, você os atende e eles comentam como as mercadorias estão dispostas de maneira diferente do local de onde eles vieram, como que a iluminação e as cores são mais fortes. Para esses membros da família a adaptação foi tranquila, em alguns momentos identificaram as diferenças e promoveram a adaptação.

Certo dia você recebe um adolescente, ele se aproxima e ao chegar na porta ele fica parado por alguns minutos, olha para o interior da loja, tenta entrar, demora um pouco e depois prossegue demonstrando um incômodo incomum. Procura por algo, fica nervoso, toca nas coisas e as derruba, o barulho assusta outras pessoas que se aproximam e começam a falar e levantar hipóteses. Ele se retira correndo sem pegar nada.  

Alguém da família retorna e explica que o adolescente teve uma crise nervosa devido a luz, a cor forte, o fato de não ter encontrado a mercadoria, as vozes ao seu redor. A família em questão é mesma que falou das mudanças, no entanto se adaptaram com facilidade.

O adolescente porém não conseguiu reunir informações no ambiente que o favorecesse prática e cognitivamente, tendo uma crise nervosa. De acordo com a família algumas mudanças no ambiente poderiam ajudá-lo em visitas futuras.

O que você fará para atender o cliente faria, quais mudanças podem contribuir para a melhoraria da qualidade do atendimento de um cliente que não verbaliza, mas percebe com muita sensibilidade todo ambiente?

Isto é inclusão. É considerar as necessidades de uma pessoa que precisa se relacionar, precisa interagir, se comunicar, SER.

 

 

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