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Sobe para 8 número de mortos por gripe no ES

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Sobe para 8 número de mortos por gripe no ES

Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) não identificou a presença da variante Darwin, responsável pela epidemia de influenza no Brasil

Subiu para oito o número de mortos por Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza, a conhecida gripe. Os casos foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na tarde desta terça-feira (04).

Entre os mortos, estão:

1 paciente acima de 90 anos;
2 de 80 a 89 anos;
3 de 70 a 79 anos;
1 de 40 a 49 anos
e 1 de 60 a 70 anos. 

Deles, quatro moravam em Cariacica, dois em Vitória, um na Serra e um em Cachoeiro de Itapemirim.

A Sesa disse que, até o momento, das 17.859 mil amostras de casos suspeitos de síndrome gripal foram registrados 840 casos de Influenza tipo A.

Desde dezembro de 2021, as unidades de pronto atendimento (PAs) da Grande Vitória têm registrado um aumento na procura de pacientes com sintomas gripais. O Espírito Santo e outros Estados já registram uma epidemia provocada pela circulação do vírus Influenza.

Sem registro da variante Darwin no ES

A pasta aguarda resultados de sequenciamentos genéticos de amostras que foram encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Assim, não há registro da nova cepa de gripe, a Darwin, no Espírito Santo. Ela é uma linhagem do vírus H3N2.

Quais são os tipos do vírus influenza?

A virologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Liliana Cruz Spano, explica que o vírus influenza em humanos possui três tipos: A, B e C. O tipo C, geralmente, está associado aos casos leves ou assintomáticos, e, por isso, este tipo não é contemplado nas vacinas.

Já os tipos A e B podem causar epidemias. O tipo B, segundo a especialista, não tem alterações antigênicas. Este tipo é contemplado nas vacinas.

O tipo A, por sua vez, é o mais comum em circulação. Ele se divide em subtipos formados por hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Segundo Liliana, existem 16 tipos de hemaglutinina e nove de neuraminidase.

A especialista destaca, no entanto, que apenas duas combinações circulam entre humanos: os subtipos H1N1 e H3N2. Além do tipo B, esses dois subtipos do vírus fazem parte das vacinas.

A virologista explica, ainda, que dentro dos subtipos existem variações, que são geradas a partir da reprodução do vírus.

“O vírus muda muito. Quando ele faz a cópia dele, ele acaba inserindo algo ‘errado’. O que gera um novo modelo do vírus. Essas alterações que acontecem no vírus são detectadas. As que são significativas, que podem circular muito no ano seguinte, vão para a vacina”, disse.

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